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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Concerto da Paixão



Pedi-lhe que viesse nu do banheiro...

Ao chegar encontrou-me da mesma forma.

Não o deixei se acomodar. Mantive-o em pé junto a cama e ajoelhei-me ao chão à sua frente.

Colei meus seios à lateral de suas coxas... Com intensa volúpia, mão teatralmente espalmada deslizei com suavidade cuidadosa sobre seu sexo.

Cuidei de elevar sua haste já em riste e ritualmente entreguei-me ao delicioso saboreio dos seus cheiros, mordisquei-lhe  zelosa da bela bolsa os recheios... Um de cada vez, demoradamente... afagadamente...

Sentia, com indescritível prazer, deslizar sobre minhas faces gotas liberadas em escancarado pedido de sorvência, prontamente atendido.
Tomei-as uma a uma em minha língua, busquei-as com os dedos à superfície da minha face.

Entreabriu ligeiramente as coxas e fez descer, à altura da minha boca, a glande inchada que não hesitei em tomar até cortar-me a respiração por completo. Ora abrigava-o todo em minha boca, ora retirava-o em parcial masturbação...

O líquido seminal vinha-me a boca em pequenas gotas... Por segundos fantasiei-as dos mais diversos sabores da paixão... Deliciosos...

Com carinho infinito deitei-me e fiz-lhe aproximar-se à penetração a espera de um jorro inaugural... Ela se deu pouco antes... Sobre de Venus o monte, escorreu para os lábios e daí para abertura que, alagada, parecia convulsionar-se... Em meio a abrires e fechares ele me adentrou com deslizar de sopa e foi direto ao fundo do meu eu...

Senti-me preenchida, dilatada com tão avantajado potentado... Em surda convulsão adentrei gozo a entrecortar minha respiração, impondo-me ruidoso arquejar sucedido por gemidos, uis, ahs, ugs, shhs... Empinei ao máximo meu corpo para a celebração maior.

Não foram precisos movimentos, fricções, atrições, cuícas e castanholas. Os gozos afinaram-se como violinos em solo uníssono.

Sempre com pausas regulares, de forma calma, deliciosamente calma, tocamos todos os ritmos.

Banhamos nossos corpos e os lençóis. Deliciosamente lambuzados nos lambemos, nos comemos, nos  devoramos, levantamo-nos com os pedaços dos nossos desejos espalhados aos cantos...

Em doce complacência os juntamos todos e demos início ao “gran finale”: ele com a batuta prontamente elevada para a função, eu com a partitura aberta com direito a coda...

Disse coda!

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