Cara boceta,
Recebi sua reclamação
Que não dou faz um tempão...
Que se sentes isolada,
Até mesmo desprezada,
Como artista secundário...
Que em busca de salário.
Sem prestígio nacional.
Abre o show pro principal.
Não pude deixar de notar,
Isso é preciso falar,
Da bunda sua inveja.
Mas enquanto ela caleja
De tanto ficar sentada
E aguenta sujeira pesada,
Você fica protegida,
Como do rei a preferida...
Ora, desde que passei a usar
Também a bunda pra dar
Você entrou na maciota;
Pois o homem, que não é idiota,
Se poupa na sua mão,
Pra depois com devoção
Foder o cu com fervor!
— Sem sequer ligar prá dor
É bom prá quem dá e prá quem come,
Mas você, querida amiga, não vai morrer de fome.
Penso, em minha opinião,
Que isso não tem solução.
Você está sendo egoísta
Pois ainda é muito bem quista.
E quando me sinto carente
Quem é que eu busco frequente?
És minha amiga confidente,
ao te esfregar fico contente,
chego a gozar prá chuchu!
Acaso faço o mesmo no cu?
Assim doce companheira,
Pare de pensar asneira...
E fique na sua quietinha,
Pois ainda és minha bucetinha
E me deve obediência.
Tenha portanto paciência,
Eis que em consideração,
Te afirmo com convicção:
O cu é chamariz,
Mas você é a matriz!

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