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sexta-feira, 8 de março de 2013


“Chupo e toco punheta”...  Assim dizia a plaquinha, muito bem escrita e decorada, feita com capricho e bom-gosto, coisa de “casinha de boneca”. Curiosa, bati na porta e uma mulher — um mulheraço —, bela, alta, corpo de rainha de bateria, me atendeu e foi logo dizendo: “Não chupo xana nem faço siririca...”
Quase brinquei com ela a dizer: “Não... Vim aqui porque quero contratá-la para meu marido...” Mas percebi que a mulher não era, ou não estava muito para brincadeiras. Com jeito, com toda a delicadeza possível, indaguei-lhe se não aceitaria cobrar pelo seu tempo não para fazer seu ofício, mas falar sobre ele...
Disse-me que aquilo tomaria o dia todo e que ela perderia cinco ou seis “tocadas”... Perguntei-lhe quanto cobrava e prontifiquei-me a pagar-lhe pelo dia todo; e de quebra faria vir pizzas e cerveja para alimentar o papo. Expliquei-lhe que colhia material para um artigo e que ficaria a seu critério divulgar ou não o seu nome; que se divulgasse sua clientela aumentaria...
Todo esse papo se deu á porta do “barraco” que, reparando melhor, apesar do local, era bem condizente com a plaquinha... Levava jeito de casinha de boneca também... Tinha um jardinzinho discreto, meio metro de canteiro, uma jardineira gigante...
Ela sorriu para mim, disse-me que publicidade era o que menos queria, que não aceitaria o dinheiro e nem as pizzas e cerveja, mas que eu poderia entrar... Há tempos queria poder falar a alguém sobre ela...
Quando abriu a porta e adentrei ao “barraco”, perdi o fôlego: contava com uma decoração de extremo bom-gosto, coisa de loja da Oscar Freire, couro, ébano, cristal... Tania, esse era o seu nome, era rica, e vivia ali sua fantasia: não dava, não trepava, não fodia... Abriu o lindo “peignoir” que vestia, estilo indiano, que não chegava a ser transparente, e mostrou-me o belo corpo; pentelhos que não raspava, abrangendo boa área do púbis, porém os aparava rente, assim como a barba de um homem por fazer, o que deixava entrever a pele, e foi logo explicando...
— Eu os recebo assim... — disse-me referindo-se à sua indumentária. Levou-me a uma aposento contíguo , um tipo de banheiro chiquérrimo, com uma vaso sanitário preto, meio quadrado, estilizado, uma ducha fantástica e um aparador em mármore preto, sobposto a um espelho enorme, de cristal, sobre o qual repousavam, meticulosamente alvas e dobradas, toalhas brancas...Uma pilha delas...
— Trago-os de cara para cá, faço-os despirem-se e guardarem as roupas aqui — mostrou-me um armário finamente esculpido em laca negra.
— Quando despidos — continuou —, tiro a roupa também e só com esses sapatos — olhei para os seus pés e vi que vestia um glitter feito de material impermeável, multicolorido, que logo identifiquei como sendo Madonna Nirana... — lavo-os pessoalmente, com este xampu... — mostrou-me um frasco grande, branco, com formato de ânfora, em porcelana, sem rótulo —, feito especialmente para mim, que apesar de cremoso e macio, contém altas doses de antisséptico e antibacterícida...
 — Quando estão limpos e secos, trago-os para cá... — disse-me encaminhando-se para outro cômodo “do barraco”...
Era uma saleta finamente decorada, guarnecida por sofá de marca e bom-gosto, um pouco mais alto do que normal, desses para duas pessoas, talvez três apertadas, uma pequena mesa ao lado com bandeja, copos e uma garrafa maravilhosa, dois grandes almofadões belíssimos ao chão...
— ... E aqui — concluiu — faço meu trabalho.
Aquilo tudo me impressionou. O ela me mostrara era o equivalente, senão mais, ao que ofereciam as boas casas de massagem de Nova Iorque, Boston, Montreal e, nem se fale lá de Vancouver então... Mas o preço, aquele que ela havia me dado, não tinha nada a ver... Fiz-lhe esse comentário e ela me levou de volta à sala, deixou-me sozinha, pouco tempo depois retornou com uma bandeja. Nela havia um pratinho com cubinhos de panetone de frutas com sabor fantástico, dois “flutes” para champanhe e, num balde de gelo, duas garrafas de um vinho branco, italiano, tipo “amabile” e “sparkling”, geladíssimo...
— Não preciso de dinheiro — disse-me ela então —, tampouco aceito qualquer um.... Mas não pense que só deixo entrar rapazinhos, homens bonitos e com dinheiro... Não me baseio nesses critérios... — concluiu numa primeira fala.
— Seria muito complicado — continuou ela — explicar-lhe esse lado, portanto vamos àquilo que você desejava conversar quando bateu à porta...
— Bem — disse eu —, queria saber quanto à técnica; julgo-me uma boa fodedora, porém ao ver a plaquinha, despertou-me a curiosidade de saber o que faria uma profissional assim, tão específica... Em chupar e punhetar... — e logo completei — Essa minha curiosidade aumentou depois que disse que os recebe assim, nua, e jamais fode com seus clientes...
— Não é preciso — disse-me ela — o que lhe dou certamente os sacia... Dou-lhes “dupla rodada” — disse-me ela fazendo no ar o típico sinalzinho de aspas que tanto odeio.
— Sim... — disse-lhe — Mas como é... depois do banho... Na sala do sofá...
— Bem, ofereço-lhes uma bebida. O que você viu naquela garrafa é uma mistura de vodka aromatizada com amêndoas... Sirvo-lhes com gelo e água, não deixa bêbado, mas relaxa bem... Não minto... Se o cara tem um belo cacete, elogio-lhe... Se é feio, digo-lhe que ele tem um cacete feio, mas que vou tentar deixa-lo bonito. Se o cara está em ponto de bala, inicio a punheta, se ele não está, dou-lhe uma pequena chupada, mas só até ele firmar para a punheta...
— E daí? — indaguei — Simplesmente isso? Pega o pau do cara e toca-lhe uma punheta até ele gozar?
— Ah! — exclamou ela — Lógico que não... É que você não reparou bem... Aquele sofá... Ele é reclinável... Eu deito o sofá e o cara em cima, monto sobre ele e deixo-o se deliciar em ver minha bunda ali, a dois palmos da sua cara...  E nessa posição seguro o caralho do mesmo jeito que o homem segura, com o dedão esfregando vez ou outra a cabeça do pau... Se ele quer ver... mudo de posição, fico meio de lado, mas sempre na mesma posição “em que ele tocaria a punheta" — esse é o segredo! Se ele está meio seco, cuspo, dou uma chupadinha só para molhar, nunca vou muito rápido nem muito lento, vou no ritmo de uma boa foda... Até o cara gozar... Não paro, não mudo o ritmo, ainda que ele berre, urre, grite, se encolha... A perita sou eu... Eu é que sei como ele tem que gozar... E gozam! Como gozam!...
— E a chupada? perguntei eu — É só essa? Só prá esquentar a coisa?
— Não! — exclamou novamente — Mas nunca até o homem gozar logo de cara, não na primeira vez... A chupada vem depois da punheta... Aí eu volto o sofá para posição normal, sento-me de frente para o cara que deixo bem à vontade na beira do sofá, com meia bunda prá fora, pau e colhões dependurados, e faço o trabalho... Acaricio e chupo-lhe as bolas que eu lavei com carinho e cuidado, como um ritual, chupo-lhe o caralho com gosto, de forma, posição, que ele possa ver que está sendo chupado com gosto... Ora lambo, ora dou-lhe uma leve mordida... E quando percebo que vai gozar acelero um pouco... A contração me diz o momento... Tiro da boca, miro para o rosto... Quase sempre, nessa hora, o homem pega o cacete pela base, seja prá mirar, seja para colocar onde ele quer... É instintivo dele... Se ele não faz isso, volto o cacete para a boca, mas não engulo a porra... Não que tenha algo contra... Mas eles não gostam... Não tem graça para eles... Eles querem ver a porra... No rosto ou escorrendo pelos cantos da boca... Eu sei que é assim que eles gostam e estou aqui exatamente para fazer isso, o que eles gostam... Não me apresso... Deixo que apreciem suas obras de arte... Tem alguns que lambem o canto da minha boca... Não os beijo... Sei exatamente do que os homens gostam e faço isso... isso que é gostoso
— E você nunca sente vontade de dar pro cara?
— É lógico que sinto — disse ela —, e aí é que entra a parte boa da coisa... Essa xana, esse cu... Eles têm dono... E à noite, quando o vêem, estão em ponto de bala... Meu homem me ama... E eu sou capaz de dar minha vida por ele...
— Tânia veio me visitar agora, aqui no Canadá... Continua com o “barraco”... Está mais bela do que nunca... Estava com seu “grande amor"... Ele não sabe nada sobre a plaquinha... E seus efeitos...          


Enfurecida

 

revolvo teu ser

tomo-lhe o membro

puxo-o,

lambo-o,

chupo-o,

quero-o duro,

para pô-lo dentro de mim,

assim, assim...

 

Apertar-lhe o saco,

espremer-lhe as bolas,

até deixá-las lustrosas,

gostosas...

E chupá-las ambas,

uma

de

cada

vez...

Com carinho,

Abnegação...

 

Matar minha fúria

com teu esperma,

ao bebê-lo,

ao absorvê-lo

em meu útero...

após tê-lo feito percorrer parte do meu ser,

até tê-lo a escorrer...

E me lambuzarei...

Todo meu corpo esfregarei...

Farei dele

o bálsamo à minha rebentina...

Te foderei

com gana assassina!




Quero o prazer
... prá valer...
Sentir sobre mim escorrer
A porra quente do macho
Assim digo e acho...
Nada de “seiva da paixão”...
Eufemismos do tempo do abisalão!
 

Não tenho montes, vales e gruta...
Tenho peitos, tetas bunda e buceta.
Não uso lítotes e perífrases...
Exprimo com clareza
Com total e normal crueza
Aquilo que me dá prazer.
Prazer gostoso prá valer...
Não “faço amor”, transo e trepo...
Eu gosto é de foder.

Não vejo loucura...





Não vejo loucura...

 

Tampouco insensatez barata...

Em escrever sem meias palavras...

As coisas, assim na lata...

De forma desbragada, sem lavra, sem deslavra...

Assumir por todos os meios,

sem falsos pudores ou receios,

do sexo o que carregamos,

a forma como nos entregamos...

Todos nos fornicamos!

 

Buscamos na fornicação

toda a liberação...

Nos entregamos e recebemos...

E sempre queremos, bem sabemos,

uma troca igual,

entrega total...

Ao limite extremo!

Sentir o prazer supremo!

E buscar mais...

Sempre mais!

 

Não vejo loucura...

Senão em quem busca reprimir

sua forma de exprimir...

Não por que busca a beleza de belos versos,

mas por pudores pueris e controversos...

Talvez assim façam na realidade...

Sem saber, prá valer, o que é foda de verdade...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Hoje te vi nu...





Hoje te vi nu...
Quando abri o e-mail na caixa de entrada
do meu coração.
Num vídeo... Fiquei sem reação...
Nele, parecias um artista pornô...
Uma coisa assim meio retrô.
Uma coisa assim à média-luz.
E só por isso supus
que fosse uma montagem.
Mas logo pensei: “que bobagem!
Quem iria se dar ao trabalho
De botar tão grande caralho
Num ser tão magnificente
Que fode o cu da gente
Com tal gentileza e carinho
Que mais parece um passarinho
em mavioso canto,
pois que na verdade é um espanto,
que alguém assim tão bem dotado,
possa ser assim tão educado,
a ponto de nada doer,
numa foda prá valer.
E no vídeo fodias alguém
que custei a perceber...

Quando dei por mim, não pude crer...

Pois que fodia contigo,

era EU, querido amigo.

Nossa!! Que emoção!

Quanta imaginação!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Minicontos — Confissões I e II



Confissões - I

Declarou-se “duro” desde de logo... Nos dois sentidos... Uma mochila, duas ou três trocas de roupa, cartão de crédito vencido. Assim, descaradamente, disse-me que nada podia me oferecer senão sua pica.

Pensei... Resolvi aceitar... Em princípio por um dia... Se fosse boa, talvez uns sete dias... É... isso... Por uma semana estaria bom...

Oh! O cara tem um cacete grosso e esporra de montão... Três ou quatro fodas por dia...

Já faz quinze dias...

Tempo vencido, ando assim meio dolorida de tanto foder.

Mas acho que vou até o meio do ano com ele...

Vai ser foda!

Janeiro/2013



Confissões  - II

15 dias de foda...

Não é muito... nada prá ASSUSTAR...

Mas o cara tem uma pica grossa, grossa mesmo...

E gosta de comer o meu rabo...

Eu também gosto de dá-lo para ele... Come com jeito, fode com carinho... As vezes goza fora, na minha bunda, na minha xana, nos meus peitos... Adoro isso... É calmo, tem fala mansa, toca um violão... Adoro me sentar no chão, à sua frente quando está no sofá, tomar seu pau ainda mole, colocá-lo em minha boca, senti-lo endurecer nela...

Ando meio machucada...

Mas feliz, muito feliz...

Janeiro/2013

Muito Estranho






Muito Estranho

Coloco-me de pé sobre a mais baixa nuvem... Negra, pesada, de boa sustentação e tempestade.
À altura do meu diafragma, a competir com minha boceta, essa bem mais abaixo, brotam-me imensos caralhos com os quais pretendo comer meus comedores...

— Conseguirei?

Vem à minha mente o antigo desejo de ser dupla e até triplamente penetrada...

— Conseguirei?

A nuvem se move com tal lentidão que as ejaculações dos múltiplos caralhos ultrapassam a velocidade dos nimbos e gotejam por sobre o céu aberto, onde pundos não se encontram... Os mortais, todavia, tomam meus esporros por simples aguaceiro e muitos, em pelotes, dançam felizes e assim engravidam... Instantaneamente!

Barrigas prenhas de formas nefelóides onde habitam hermafroditas cujos penises afloram das mais abracadabrantes partes... Dedos em formato de falos, chifres, rabos, joelhos e cotovelos se amoldam em formato de glandes disformes e gigantescas...

— Muito estranho esses caralhos... Muitos... Esttranhos...  Esttrraanos...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Foda Diferente








Abate-me tormento sem fim
De encontrar só para mim
Alguém bem inteligente
Que saiba foder diferente.

Que em vez de mero tesão
Sinta por mim tal paixão
Que se esporre só de me ver
Antes mesmo de me-ter  (!?!!)

E com ternura e afeição
Me deixe fazer felação
Para com carinho sem igual
Erguer de novo seu pau

Sem tentar penetração
Será todo atenção
Lamber-me-á com os olhos
Alisar-me-á sem as mãos
Lambuzar-me-á de prazer
Far-me-á gozar sem foder
Só com seu modo de ser